quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Liu Xiaobo - Biografia

(Foto: Keystone / EPA)

Escritor, professor de literatura e ativista político chinês nascido em Changchun, capital de Jilin, uma província litorânea da região do Nordeste da República Popular da China, ativista pelos direitos humanos e por reformas na República Popular da China, ganhador do Prêmio Nobel da Paz (2010).
De uma família de tradição intelectual, foi educado em sua região e fez um curso de Direito (1969- 1973) e passou a envolver-se com movimentos rurais. Aos 19 anos de idade, foi enviado para trabalhar em uma aldeia na província Jilin e depois em uma companhia de construção. Entrou para a Universidade Jilin (1976) onde se graduou em literatura (1982). Depois tornou-se mestre (1984) e doutor em filosofia (1988) na Universidade Normal Beijing. Neste período, em Beijing, ele ganhou fama no meio acadêmico escrevendo uma série de teses criticando a filosofia de Li Ze Ho. Nos dois anos seguintes (1988-1989), ele visitou várias universidades fora da China, inclusive a de Colômbia, a de Oslo e a do Havaí. Quando explodiram os célebres protestos do movimento estudantil na praça da Paz Celestial, em Pequim (1989) (1989), ele decidiu voltar à China para se juntar aos protestantes. Na ocasião o movimento foi violentamente reprimidos pelo governo e ele foi detido pela primeira vez. Voltaria a ser detido outras vezes por participações em movimentos pacifistas contra o governo. Por exemplo, por incitamento a propaganda antirrevolucionária (1991) e por criticar o Partido Comunista da China (1996), quando foi condenado a três anos de reeducação. Casou-se (1996) com uma poetisa Liu Xia e depois tornou-se presidente da filial chinesa do clube internacional de escritores PEN (2003) e recebeu o prêmio Fundação França (2004) dos Repórteres sem Fronteira por defender a liberdade de imprensa em seu país. Em 8 de dezembro (2008) foi detido por ter sido um dos 10 mil signatários da Carta 08, um manifesto em prol da democracia na China. Foi formalmente preso e, acusado de incitar à subversão contra o poder do Estado (2009), foi condenado a 11 anos de prisão em 25 de dezembro, em um julgamento que gerou uma onda de protestos por todo o mundo. Cumprindo pena na província de Liaoning, no nordeste do país, em 8 de outubro (2010) foi-lhe atribuído o Prêmio Nobel da Paz pelo Comitê Nobel Norueguês pela sua longa luta como um grande porta-voz em favor da aplicação dos direitos fundamentais na China.
Como não poderia deixar de ser, o governo da China condenou fortemente a concessão do Prêmio Nobel da Paz para o seu dissidente, que está preso, qualificando-a de uma obscenidade que vai contra os objetivos da premiação, além de ameaçar que a decisão vai prejudicar as relações sino-norueguesas, segundo porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Ma Zhaoxu. Sua esposa, que está sob vigilância domiciliar na capital chinesa, disse sentir-se agradecida ao Comitê Nobel por ter agraciado seu marido, “uma verdadeira honra para ele e sei que vai dizer que não merecia", acrescentou.

Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/LiuXiabo.html

Fumar causa danos genéticos minutos após inalação, diz estudo


Um estudo realizado por cientistas americanos concluiu que a fumaça do cigarro começa a provocar danos genéticos minutos - e não anos - após chegar aos pulmões.Os pesquisadores envolvidos no estudo de pequeno porte descreveram os resultados como um alerta para pessoas tentadas a começar a fumar.A pesquisa é a primeira feita em humanos detalhando a forma como certas substâncias presentes no tabaco provocam danos ao DNA associados ao câncer e foi publicada na revista científica Chemical Research in Toxicology.A publicação, cujos artigos são aprovados por cientistas, é uma entre 38 revistas publicadas pela American Chemical Society.
Danos ao DNA
O cientista Stephen S. Hecht e sua equipe comentam no artigo que o câncer de pulmão mata três mil pessoas por dia, a grande maioria delas, em consequência do fumo.O fumo também está associado a pelo menos 18 outros tipos de câncer.Há evidências de que substâncias nocivas presentes na fumaça do cigarro, chamadas hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (ou HPAs), seriam responsáveis pelo câncer de pulmão.Até hoje, no entanto, os cientistas não tinham informações sobre a forma específica como os HPAs presentes na fumaça do cigarro danificavam o DNA humano.Como parte do estudo, financiado pelo Instituto Nacional do Câncer, os cientistas adicionaram um HPA específico, o fenantreno, a cigarros, e depois monitoraram o progresso da substância nos organismos de 12 voluntários que fumaram os cigarros.
Substâncias tóxicas
Os cientistas dizem ter verificado que o fenantreno rapidamente formou substâncias tóxicas no sangue dos voluntários, provocando mutações que podem causar câncer.Os fumantes desenvolveram níveis máximos da substância em um intervalo de tempo que surpreendeu os próprios pesquisadores: entre 15 e 30 minutos após os voluntários terminarem de fumar.Os pesquisadores disseram que o efeito foi tão rápido que foi equivalente a injetar a substância diretamente na corrente sanguínea."Este estudo é único", escreveu Hecht, um renomado especialista em substâncias causadoras do câncer encontradas na fumaça do cigarro e no tabaco sem fumaça."Ele é o primeiro a investigar o metabolismo humano de um HPA adquirido por meio de inalação de fumaça de cigarro, sem interferência de outras fontes de exposição como a poluição do ar ou a dieta."Os resultados relatados aqui devem servir como um aviso aos que consideram começar a fumar."

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/01/110118_fumo_mv.shtml

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Os anos 60-70 e a juventude brasileira

No início da década de 60, a modernização do Brasil e o desenvolvimento das telecomunicações tinham causado o crescimento das cidades e o desenvolvimento de uma cultura urbana, sintonizada com os acontecimentos políticos, sociais e culturais de outros países.

O rock'n'roll e a música pop. internacional conquistaram amplas parcelas da nossa juventude desde o final dos anos 50, influenciando posteriormente os cantores e compositores da jovem guarda e do tropicalismo. Junto com a música dos Beatles e dos Rolling Stones chegavam ao País novos costumes e uma nova moda: cabelos compridos e calças justas para os homens, minissaias para as mulheres, o uso de drogas alucinógenas e o questionamento de valores tradicionais, como a virgindade e o casamento. A segunda metade da década de 60 foi a época do lema ''Paz e Amor'', bandeira do movimento Hippie.
Nos filmes do cinema novo e nas peças do teatro de arenas e do teatro oficina jovens artistas brasileiros procuravam uma nova estética que expressasse as transformações que o País vinha sofrendo, ao mesmo tempo que a televisão se tornava uma presença cada vez mais influente nos lares brasileiros.

Foi também uma década de ativa participação política da juventude. Em 1967, o guerrilheiro Ernesto ''Che'' Guevara foi morto na Bolívia ao tentar implantar uma guerra de guerrilhas semelhante à que tinha sido vitoriosa em Cuba em 1959. Depois de morto, Guevara tornou-se um ídolo para os jovens brasileiros que lutavam contra o regime militar. Em 1968, os movimentos de protesto realizados por jovens (principalmente estudantes) explodiram em todo o mundo. Nos Estados Unidos, protestava-se contra a guerra do Vietnã. Na França, os estudantes ocupavam as universidades e tentavam aliar-se aos trabalhadores para derrubar o governo. No Brasil, passeatas contestavam o poder dos militares.

Fonte: Livro Brasil 60 anos, do autor José Geraldo Couto.

domingo, 3 de julho de 2011

Lei que altera Código Penal começa hoje


Vem aí uma grande mudança no sistema penal e carcerário brasileiro. Nesta segunda-feira, entra em vigor a Lei n. 12.403/2011, que altera 32 artigos do Código de Processo Penal, de 1941. Com a nova lei, pessoas que cometeram crimes leves – punidos com menos de quatro anos de prisão - e que nunca foram condenadas por outro delito só serão presas em último caso.

A legislação brasileira considera leves crimes como furto simples, porte ilegal de armas, homicídio culposo no trânsito – quando não há intenção de matar -, formação de quadrilha, apropriação indevida, dano a bem público, contrabando, cárcere privado, coação de testemunha durante o andamento do processo, falso testemunho, entre outros.

Hoje, só há duas possibilidades para as pessoas que cometem esses crimes: a prisão, se o juiz entender que elas podem oferecer riscos à sociedade ao longo do andamento do processo, ou a liberdade. Com a nova regra, haverá um leque de opções intermediárias, que poderão ser aplicadas e a prisão só poderá ser decretada em último caso – quando a pessoa já tiver sido condenada, em casos de violência doméstica, ou quando houver dúvida sobre a identidade do acusado.

Prisão preventiva

Nove medidas poderão substituir a prisão antes do julgamento definitivo do acusado. As principais são: pagamento de fiança de um a 200 salários mínimos (que poderá ser estipulada pelo delegado de polícia, e não apenas pelo juiz), monitoramento eletrônico, recolhimento domiciliar no período noturno, proibição de viajar, frequentar alguns lugares e de ter contato com determinadas pessoas e suspensão do exercício de função pública ou de atividade econômica.

A nova lei permite também que as medidas alternativas sejam suspensas - e a prisão decretada - se houver descumprimento da pena. A legislação determina ainda que se a somatória das penas ultrapassar quatro anos, cabe a prisão preventiva.

Outra mudança importante no caso de prisão preventiva é a obrigação de separar as pessoas presas provisoriamente daquelas que já foram condenadas.

Classes A e B crescem mais que a C, indica estudo da FGV

As classes A e B, que representam o topo da pirâmide social, cresceu 12,8% desde janeiro de 2009, segundo estudo divulgado nesta segunda-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

No mesmo período, a classe C do País cresceu cerca de 11,1% em um período de 21 meses até maio, totalizando cerca de 105,4 milhões de pessoas.

Esse desempenho segue uma tendência iniciada em 2003, proporcionada por uma série de fatores como a rápida recuperação da economia, mais acentuada nos últimos dois anos, no período pós crise financeira.

Segundo a FGV, desde 2003, o crescimento da classe C e a migração de pessoas para as classes A e B, desde 2009, ampliaram o mercado consumidor brasileiro em mais de 50 milhões de pessoas, o equivalente a mais de uma Espanha, aponta o estudo "Os Emergentes dos Emergentes: Reflexões Globais e Ações Locais para a Nova Classe Média Brasileira".

O crescimento da economia com uma inflação mais estabilizada, aliado a expansão do mercado de trabalho e à melhoria das condições de renda da população, com a política de recupeação do poder de compra do salário mínimo, contribuíram de forma significativa com esse processo, de acordo com estudo elaborado pelos pesquisadores do Centro de Políticas Sociais da FGV.

As pessoas que estão na classe C, segundo o documento, contam com uma renda mensal familiar que varia entre R$ 1.200,00 e R$ 5.174,00.

Segundo dados elaborados pela FGV, as classes A, B e C tiveram um ingresso de 48,8 milhões de pessoas entre 2003 e 2009, sendo 13,1 milhões apenas entre 2009 e maios de 2011. "Essa análise dos dados mais recentes mostra que quase a população total da África do Sul foi incorporada às classes ABC", destaca o documento.

Em contrapartida, a base da pirâmide social, formada pelas classes D e E foi reduzida de 96,2 milhões de pessoas em 2003 para 63,6 milhões até maio, sendo que 9,7 milhões de pessoas migraram da base social para classes mais elevadas entre janeiro de 2009 e maio de 2011.

Fonte: http://economia.ig.com.br/classes+a+e+b+crescem+mais+que+a+c+aponta+estudo+da+fgv/n1597048628428.html

terça-feira, 28 de junho de 2011

A história dos hackers


A origem do termo hacker - hoje sinônimo de pessoas que anonimamente invadem sistemas de e-mails e websites - vem dos anos 50 e 60, quando um hack era apenas uma solução inspirada ou elegante para qualquer problema.

No Massachussetts Institute of Technology (MIT), onde a palavra teria surgido, os primeiros hacks eram trotes, brincadeiras. Em um deles, estudantes do instituto colocaram uma réplica de um carro de patrulha do campus no topo do prédio principal.

Ao longo do tempo, o termo ficou associado a programadores de computador, que começavam a ganhar espaço no MIT e em outras partes do mundo. Para esses pioneiros, um hack era uma façanha de programação.

Esses feitos era muito admirados por combinar conhecimento específico e instinto criativo.

Poder masculino

Os estudantes do MIT também começaram a moldar as características do atual mundo dos hackers. Naquela época, como hoje, os atos tendem a ser realizados principalmente por homens jovens e adolescentes.

A razão disso foi explicada em um livro sobre os primeiros grupos de hackers, escrito pelo autor de ficção científica Bruce Sterling.

Segundo ele, homens jovens se sentem frequentemente incapazes, impotentes. O conhecimento aprofundado de um assunto técnico dá a eles poder, mesmo que sobre máquinas.

"A profunda atração exercida por essa sensação de ser parte de uma elite de poder tecnológico não pode ser subestimada", ele escreveu.

Esta primeira geração de hackers era formada por garotos que mexiam na rede de telefones, se infiltravam nos primeiros sistemas de computadores e se gabavam de seus feitos em murais.

Apelidos

Indivíduos começaram a adotar apelidos, enquanto grupos de hackers escolhiam nomes bombásticos como Legion of Doom ("Legião da Perdição", em tradução livre), Masters of Deception ("Mestres do Artifício") ou Neon Knights ("Cavaleiros de Neon").

À medida em que a sofisticação dos hackers de computação foi aumentando, eles começaram a entrar no radar da polícia e do Poder Judiciário.

Nos anos 80 e 90, parlamentares americanos e britânicos aprovaram leis que permitiam que hackers fossem levados aos tribunais.

Uma série de operações veio em seguida, culminando com a chamada Operação Sundevil, liderada pelo serviço secreto americano em 1990.

Mas esses esforços não conseguiram parar os hackers. Com a internet cada vez mais onipresente, novos grupos surgiram, sempre ansiosos por mostrar suas habilidades.

Bem x Mal

Em 1998, integrantes de um grupo de hackers chamado L0pht disseram diante do Congresso americano que eles poderiam derrubar a internet em 30 minutos.

O hacker conhecido como Mafiaboy demonstrou o que podia fazer tirando do ar sites de grandes empresas como Yahoo, Amazon, Ebay e CNN.

Outro, autodenominado Dark Dante, usou seus conhecimentos ao manipular as linhas telefônicas de um programa de rádio para que ele pudesse ser o 102º a ligar e ganhar um Porsche 944.

Para Rik Ferguson, pesquisador na área de segurança na Trend Micro, ações como estas mostram como os hackers cruzam a linha entre atividades legais e ilegais.

"Os grupos podem ser tanto chapéu branco como chapéu preto, às vezes cinza, dependendo de sua motivação", diz Ferguson.

Os coletivos de hackers são geralmente classificados como "chapéus brancos" - os "mocinhos", que informam às empresas sobre as falhas de segurança encontradas em seus sistemas e sites -, "chapéus pretos", considerados como criminosos que pretendem lucrar com as informações confidenciais obtidas, e "chapéus cinza", cujo principal objetivo seria fazer brincadeiras e causar danos leves em seus alvos.

Mas mesmo estas definições são relativas: quem é hacker para um pode ser "hacktivista" para outro.

Ameaça globalizada

Os hackers podem ter surgido nos Estados Unidos, mas se tornaram um fenômeno global.

"Mais recentemente, apareceram grupos ao redor do mundo em lugares como Paquistão e Índia, onde há uma competição acirrada entre os hackers", diz Ferguson.

Na Romênia, grupos como o HackersBlog atacaram várias empresas. Na China e na Rússia, acredita-se que muitos hackers trabalhem como agentes do governo.

Atualmente, uma das práticas mais comuns é o hacker modificar o site atacado, deixando uma mensagem em destaque, algo semelhante à assinatura de um pichador.

Segundo o Zone-H, um website que monitora ataques de hackers, mais de 1,5 milhão de modificações deste tipo foram realizadas em 2010, o maior número já registrado.

O aumento desta prática não deve ser atribuído à melhor qualidade das aulas de computação nas escolas ou ao maior emprenho de jovens interessados em tecnologia.

Na verdade, a explosão talvez seja consequência direta da popularidade dos Attack Tool Kits ("Kits de Ferramentas de Ataque"), programas desenhados para explorar buracos na segurança dos websites e que estão disponíveis na internet.

O autor Bruce Sterling tem uma ideia do que isso pode representar no futuro.

"Se a confusão durar bastante, ela vai acabar se transformando em um novo tipo de sociedade - ainda o mesmo jogo de história, mas com novos jogadores, novas regras." BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/tecnologia,saiba-mais-sobre-a-historia-dos-hackers,736270,0.htm

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Aids


Detectada no final da década de 1970, a AIDS se configurou rapidamente como uma das maiores ameaças à saúde pública no século XX.

A grande capacidade de contágio, a elevada taxa de mortalidade e um quadro clínico arrasador fizeram desse mal um dos mais graves problemas sanitários e sociais que o homem moderno tem a enfrentar.

A AIDS (sigla de acquired immune deficiency syndrome, ou síndrome da imunodeficiência adquirida) é provocada por uma infecção virótica que danifica o sistema imunológico humano. Em conseqüência, todo o organismo fica exposto a outras infecções, como pneumonia, tuberculose, diarréia etc...

A infecção inicial é provocada pela contaminação direta do sangue por fluidos corpóreos que contenham o retrovírus HIV (sigla inglesa de "vírus da imunodeficiência humana"). Os retrovírus se reproduzem com a ajuda de uma enzima chamada transcriptase, que torna o vírus capaz de copiar (transcrever) suas informações genéticas em uma forma que possa ser integrada no próprio código genético da célula hospedeira. Assim, cada vez que a célula hospedeira se divide, produzem-se também cópias do vírus, cada uma das quais contém o código virótico.

A moléstia desenvolve-se em três fases. Inicialmente, o HIV entra na corrente sangüínea e provoca o desenvolvimento de anticorpos. Os sintomas aparecem na segunda fase: suores noturnos, febre, diarréia, perda de peso, cansaço e infecções incomuns. A AIDS é, a rigor, a terceira fase do processo, em que surgem as chamadas infecções oportunistas e, finalmente, sobrevém a morte. Os anticorpos do HIV podem ser detectados no organismo duas a oito semanas após a inoculação, mas o vírus fica incubado entre um ano e meio e cinco anos antes que surjam sintomas.

O vírus se transmite pelos fluidos corpóreos, particularmente o sangue e o sêmen. Assim, o contato social com o soropositivo não configura risco de contágio. Por outro lado, a pessoa que ignora estar contaminada pode transmitir a doença. A situação de risco mais importante é a relação sexual, especialmente a anal, pois a mucosa do reto é mais frágil que a da vagina e se rompe facilmente durante o coito, abrindo caminho à entrada do vírus na corrente sangüínea. Outro fator de risco são as transfusões de sangue. A terceira é a aplicação de injeções com agulhas contaminadas. E a quarta é a gestação; a mulher infectada muitas vezes contamina o feto.

A doença foi detectada pela primeira vez em 1979, entre homossexuais masculinos americanos. Por apresentar sintomas parecidos com os de outras moléstias, pôde a princípio passar despercebida e assim expandir-se rapidamente. O primeiro diagnóstico foi feito em 1981, e em 1983 o vírus foi identificado na França, por uma equipe do Instituto Pasteur. Em 1985, criou-se o primeiro método para descobrir no sangue anticorpos do vírus da AIDS.

No início da década de 1990 foi testada uma série de medicamentos contra o HIV. Nenhum deles, porém, mostrou-se capaz de curar a doença. O único que efetivamente conseguia retardar a evolução do mal -- embora ao custo de pesados efeitos colaterais, sobretudo a anemia -- era o AZT (azidovidina). Outro campo de pesquisa eram os remédios contra as infecções oportunistas. Nenhum deles, porém, apresentava resultados comprovadamente eficazes. Apesar dos esforços, a AIDS espalhava-se rapidamente e se previa que no ano 2000 o número de infectados pelo HIV poderia chegar a quarenta milhões em todo o mundo.

A grande arma contra a AIDS é a prevenção. As campanhas sanitárias recomendam, em primeiro lugar, relações sexuais estáveis, com um mínimo de parceiros. Em segundo, o uso de preservativos (camisinhas). Em terceiro, para injeções usar exclusivamente seringas e agulhas descartáveis ou esterilizadas e, nas transfusões, sangue testado. E, finalmente, que as mulheres infectadas evitem ter filhos.



Fonte: http://www.renascebrasil.com.br/f_aids2.htm; Youtube

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Lampião, Herói Ou Bandido?


Virgolino nasceu no dia 07 de Julho de 1897, no Sítio Passagem das Pedras, na Serra Vermelha, atual Serra Talhada. Seus pais eram José Ferreira e Maria Sulena da Purificação.

O bando do mais temido dos cangaceiros, entrava cantando nas cidades e vilarejos. Com chapelões em forma de meia lua ricamente ornamentados com moedas de ouro e prata e roupas de couro, os bandidos chegavam a pé e pediam dinheiro, comida e apoio. Se a população negasse, a cantiga cedia lugar à marcha fúnebre: crianças eram seqüestradas, mulheres violentadas e homens, rasgados a punhal. Mas, caso os pedidos fossem atendidos, Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião, organizava um baile e distribuía esmolas.

Na manhã seguinte, antes que os soldados da volante viessem, o bando partia em fila indiana, todos pisando na mesma pegada. O último ia de costas, apagando o rastro com uma folhagem.

Foi assim por quase três décadas. Vagando por sete Estados, Virgolino semeava terror e morte no sertão. O fracasso das operações preparadas para capturá-lo e as recompensas oferecidas a quem o matasse só aumentaram a sua fama. Admirado pela sua valentia, o facínora acabou convertido em herói. Em 1931, o jornal New York Times chegou a apresentá-lo como um ROBIN HOOD DA CAATINGA, que roubava dos ricos para dar aos pobres. O próprio Lampião, era tão vaidoso, a ponto de só usar perfume francês e de distribuir cartões de visita com sua foto. Gostava também, de entrar nos povoados atirando moedas.

Fisicamente, Lampião era um homem de 1,70 m de altura, amulatado, corpulento e cego de um olho. Adorava adornar seus dedos com anéis e usava no pescoço lenços de cores berrantes, preso por valioso anel de doutor em Direito.

Era, porém, um bandido sanguinário. Durante suas andanças, arrancou olhos, cortou línguas, e decepou orelhas. Castrou um homem dizendo que ele precisava engordar. Moças que usassem cabelos ou vestidos curtos ele punia marcando o rosto a ferro quente. Em Bonito de Santa Fé, em 1923, deu início ao estupro coletivo da mulher do delegado. Vinte e cinco homens participaram da violação.

A sua sanha assassina foi despertada em 1915. Virgolino contava com 18 anos quando um coronel inimigo encomendou a morte de seus pais.

- "Vou matar até morrer" - prometeu ele, cheio de ódio e desejo de vingança.

Alistou-se em um bando de cangaceiros e foi logo promovido a líder. Envolveu-se em cerca de 200 combates com as "volantes", que resultaram em um milhar de mortes. As "volantes" eram constituídas de "cabras" ou "capangas" que eram familiarizados com o sertão. Elas acabaram tornando-se mais temidas pela população do que os próprios cangaceiros, pois além de se utilizarem da violência, possuíam o respaldo do governo.

O célebre apelido, recebeu depois de iluminar a noite com tiros de espingarda para que um companheiro achasse um cigarro.

Fonte: http://www.adrenaline.com.br/forum/papo-cabeca/203288-a-era-do-cangaco-70-anos-da-morte-de-lampiao.html